Seja bem vindo! Este espaço foi criado para possibilitar um compartilhamento sobre temas, tais como: gestão da inovação, inovação aberta, escola empreendedora, professores e alunos na era do conhecimento, qualidade no ensino superior no Brasil, gestão contábil, Dengue, lixo e outros assuntos interessantes.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
III Simpósio de Tecnologia da Fatec Pindamonhangaba
III Simpósio de Tecnologia Fatec Pindamonhangaba - Abertura dia 20.10.2010 com os "Voluntários da Pátria" faça sua inscrição no site www.fatecpindamonhangaba (entrada 1 kilo de alimento). Nos dias 21 e 22 palestras e mini cursos.
domingo, 26 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Ação Empreendedora
Prof. Henio Fontão e colegas e o livro "Ação Empreendedora", editora gente, 2010, no Domingão do Faustão. Este livro é muito bom!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Elolopes: Prominp abre 28 mil vagas em cursos gratuitos para...
Elolopes: Prominp abre 28 mil vagas em cursos gratuitos para...: "O Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) abre processo seletivo para preencher 27.915 vagas em cu..."
Veja dez perguntas típicas de um selecionador e saiba como respondê-las
A entrevista de emprego pode ser o maior adversário do candidato na hora de buscar uma recolocação. Neste momento, o nervosismo e o receio de não saber o que responder em determinados questionamentos podem confundí-lo e acabar com suas chances no novo emprego.
Segundo Camila Martins, consultora de recursos humanos da Luandre, no momento da entrevista o candidato deve manter a calma e ter confiança, pois “o seu currículo já foi selecionado entre tantos outros e agora é o momento de mostrar ao entrevistador toda sua competência, tanto pessoal quanto profissional”.
Para a consultora, é importante que o candidato saiba que não há uma receita de bolo para uma entrevista de emprego e nem um script para as respostas certas, mas o candidato pode se preparar para responder algumas questões que geralmente são feitas pelos profissionais de RH.
Segundo Camila Martins, consultora de recursos humanos da Luandre, no momento da entrevista o candidato deve manter a calma e ter confiança, pois “o seu currículo já foi selecionado entre tantos outros e agora é o momento de mostrar ao entrevistador toda sua competência, tanto pessoal quanto profissional”.
Para a consultora, é importante que o candidato saiba que não há uma receita de bolo para uma entrevista de emprego e nem um script para as respostas certas, mas o candidato pode se preparar para responder algumas questões que geralmente são feitas pelos profissionais de RH.
Prominp abre 28 mil vagas em cursos gratuitos para alunos de escolas públicas
O Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) abre processo seletivo para preencher 27.915 vagas em cursos profissionalizantes com o objetivo de qualificar mão de obra para contratação na indústria do petróleo.
sábado, 14 de agosto de 2010
Estratégia de inovação para transferência de conhecimento.
Inovação aberta (Artigo completo em inglês).
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Ação Empreendedora
Livro Ação Empreendedora. Ed.Gente, 2010. Dvs autores inclusive o Prof. Henio Fontão. Vale a pena!! Muito bom!
sábado, 19 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Contabilidade - Assista Escrituração Contábil Digital
Palestra - Assista - Adriano Pinto.
ESTE VÍDEO É UM OFERECIMENTO DE Conselho Regional de Contabilidade (luis@crcsp.org.br)
ESTE VÍDEO É UM OFERECIMENTO DE Conselho Regional de Contabilidade (luis@crcsp.org.br)
domingo, 9 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
O Legado de Prahalad
por Felipe Meiroz
Pode-se dizer que foi o fim de uma era quando um dos maiores pensadores de gestão estratégica do mundo, que sempre considerou o Entrepreneuship como um antídoto para a pobreza mundial, faleceu na última semana de causas naturais.
Coimbatore Krishnarao Prahalad, nascido na Índia, se tornou um guru de gestão estratégica quando, no início dos anos 90, ele auxiliou a reestruturação da Philip, que estava a beira do colapso. A partir de então, suas idéias inspiraram CEO´s das maiores corporações do planeta.
É interessante analisarmos como, o também professor da universidade de Michigan, ao longo de suas publicações, foi aos poucos desenvolvendo o raciocínio de que a inovação estratégica é fundamental para a manutenção da competitividade das empresas, e a reestruturação de suas competências estratégicas essencial para o contínuo sucesso das corporações.
No seu primeiro artigo de impacto The Core Competence of the Corporation (HBR, 1990), ele define o conceito de core competence como: “O aprendizado coletivo na organização, especialmente como coordenar diversas habilidades de produção e integrar diversos tipos de tecnologia”, e mostra que liderar não é apenas “investir mais em P&D e ou verticalizar negócios”. Ele atribui a correta compreensão de competências como uma das possíveis explicações para a ascensão da NEC e o declínio da GTE, duas empresas dominantes na área de TI no período de 1980 a 1988.
Em outro artigo que se tornaria um livro, Competing for the future (HBR, 1994), ele enfatiza que o necessário para preparar uma empresa para futuro é “re-gerar as competências centrais”, através de não só otimizar a performance operacional, mas de redirecionar esforços visando “a inovação e o crescimento”.
O guru indiano insiste mais uma vez em seu artigo Strategy for Innovation and the quest for Value (HBR, 1998) que, “em um mundo descontínuo, a inovação estratégica é a chave para a criação de valor”, e isso somente se torna possível quando a corporação compreende que “a questão agora não é se você consegue redesenhar os seus processos, mas se você consegue redesenhar todo o seu modelo de negócio.”
Sua maior contribuição para a gestão inovação aberta foi, entretanto, em seu artigo “Collaborate with your competitor – and win” (1989) e em seu último livro, The new Age of Innovation (2008).
O artigo comenta as tendências da época de se formarem alianças estratégicas para o aprendizado e desenvolvimento de novas tecnologias, um dos pilares da teoria de inovação aberta, e analisa as dificuldades implícitas em tais parcerias. Formadas em altos níveis gerenciais, o problema ocorre devido ao fato de que é nas hierarquias mais baixas da corporação aonde realmente há troca de informações e know-how. O relato de sua pesquisa mostra como empresas japonesas vieram com o espírito humilde de aprendizado, e tiraram um proveito bem maior do que as suas parceiras americanas é um bom aprendizado para quem quer resolver os desafios do open innovation na prática.
Já o livro é um retrato fiel dos desafios encontrados pelas empresas atualmente: novas demandas gerenciais para o desenvolvimento de novas fontes de criação de valor. Em um mundo onde os diferenciais competitivos de outrora (trabalho, tecnologia e capital) estão perdendo importância, a criação de processos de negócio onde a estratégia está alinhada aos processos e modelos de negócio das empresas será o diferencial competitivo do futuro.
Para tal, é necessário que as empresas criem uma ambiente de co-criação com o usuário (N=1) através da utilização de recursos globais (R=G). A co-criação será essencial para que as empresas possam proporcionar experiências únicas de consumo aos seus usuários, criando assim o diferencial. Entretanto, para o desenvolvimento completo da co-criação será necessário às empresas o desenvolvimento de uma estrutura resiliente, dinâmica e flexível, aproveitando-se dos recursos globais disponíveis, de modo a conseguir a customização necessária de seus produtos.
Prahalad descreve como implementar esta nova estratégia, enfatizando a importância da empresa criar uma estrutura social que possua fortes links entre o corpo gerencial e técnico. Ele também enfatiza que o paradigma industrial está atingindo um ponto de inflexão, aonde o autor conclui que será mandatório que as empresas passem a aproveitas de novas habilidades provenientes de recursos globais para atingir seus objetivos.
Seu último livro, de maior impacto social e provavelmente sua maior contribuição para o mundo, foi The Fortune at the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty through Profit (2009).
Nele se discute, através de estudos de cases, como “países que não possuem infra-estruturas ou produtos modernos para atender as necessidades humanas mais básicas são bases ideais de teste para o desenvolvimento de tecnologias ecologicamente sustentáveis e produtos para o mundo todo”, e se derruba mitos como não há talentos que queiram trabalhar nestes países, ou que os mesmos não são capazes de adquirir ou desenvolver tecnologia de ponta.
Entretanto, apesar de o autor demonstrar que a parte mais baixo da pirâmide social ser economicamente capaz de suportar corporações, sua conclusão é que “realizar negócios com os 4 bilhões de pessoas mais pobres no mundo irá demandar inovações radicais em tecnologia e modelos de negócio”.
Esperamos, como ele, que as empresas possam seguir suas idéias e atingir o seu desejo de inovarem para um mundo melhor.
Com certeza uma grande perda para o mundo dos negócios e para a Academia.
http://www.nytimes.com/2010/04/22/business/22prahalad.html
Entry Filed under: Estratégia e Inovação,Gestão da Inovação,Open innovation. .
Pode-se dizer que foi o fim de uma era quando um dos maiores pensadores de gestão estratégica do mundo, que sempre considerou o Entrepreneuship como um antídoto para a pobreza mundial, faleceu na última semana de causas naturais.
Coimbatore Krishnarao Prahalad, nascido na Índia, se tornou um guru de gestão estratégica quando, no início dos anos 90, ele auxiliou a reestruturação da Philip, que estava a beira do colapso. A partir de então, suas idéias inspiraram CEO´s das maiores corporações do planeta.
É interessante analisarmos como, o também professor da universidade de Michigan, ao longo de suas publicações, foi aos poucos desenvolvendo o raciocínio de que a inovação estratégica é fundamental para a manutenção da competitividade das empresas, e a reestruturação de suas competências estratégicas essencial para o contínuo sucesso das corporações.
No seu primeiro artigo de impacto The Core Competence of the Corporation (HBR, 1990), ele define o conceito de core competence como: “O aprendizado coletivo na organização, especialmente como coordenar diversas habilidades de produção e integrar diversos tipos de tecnologia”, e mostra que liderar não é apenas “investir mais em P&D e ou verticalizar negócios”. Ele atribui a correta compreensão de competências como uma das possíveis explicações para a ascensão da NEC e o declínio da GTE, duas empresas dominantes na área de TI no período de 1980 a 1988.
Em outro artigo que se tornaria um livro, Competing for the future (HBR, 1994), ele enfatiza que o necessário para preparar uma empresa para futuro é “re-gerar as competências centrais”, através de não só otimizar a performance operacional, mas de redirecionar esforços visando “a inovação e o crescimento”.
O guru indiano insiste mais uma vez em seu artigo Strategy for Innovation and the quest for Value (HBR, 1998) que, “em um mundo descontínuo, a inovação estratégica é a chave para a criação de valor”, e isso somente se torna possível quando a corporação compreende que “a questão agora não é se você consegue redesenhar os seus processos, mas se você consegue redesenhar todo o seu modelo de negócio.”
Sua maior contribuição para a gestão inovação aberta foi, entretanto, em seu artigo “Collaborate with your competitor – and win” (1989) e em seu último livro, The new Age of Innovation (2008).
O artigo comenta as tendências da época de se formarem alianças estratégicas para o aprendizado e desenvolvimento de novas tecnologias, um dos pilares da teoria de inovação aberta, e analisa as dificuldades implícitas em tais parcerias. Formadas em altos níveis gerenciais, o problema ocorre devido ao fato de que é nas hierarquias mais baixas da corporação aonde realmente há troca de informações e know-how. O relato de sua pesquisa mostra como empresas japonesas vieram com o espírito humilde de aprendizado, e tiraram um proveito bem maior do que as suas parceiras americanas é um bom aprendizado para quem quer resolver os desafios do open innovation na prática.
Já o livro é um retrato fiel dos desafios encontrados pelas empresas atualmente: novas demandas gerenciais para o desenvolvimento de novas fontes de criação de valor. Em um mundo onde os diferenciais competitivos de outrora (trabalho, tecnologia e capital) estão perdendo importância, a criação de processos de negócio onde a estratégia está alinhada aos processos e modelos de negócio das empresas será o diferencial competitivo do futuro.
Para tal, é necessário que as empresas criem uma ambiente de co-criação com o usuário (N=1) através da utilização de recursos globais (R=G). A co-criação será essencial para que as empresas possam proporcionar experiências únicas de consumo aos seus usuários, criando assim o diferencial. Entretanto, para o desenvolvimento completo da co-criação será necessário às empresas o desenvolvimento de uma estrutura resiliente, dinâmica e flexível, aproveitando-se dos recursos globais disponíveis, de modo a conseguir a customização necessária de seus produtos.
Prahalad descreve como implementar esta nova estratégia, enfatizando a importância da empresa criar uma estrutura social que possua fortes links entre o corpo gerencial e técnico. Ele também enfatiza que o paradigma industrial está atingindo um ponto de inflexão, aonde o autor conclui que será mandatório que as empresas passem a aproveitas de novas habilidades provenientes de recursos globais para atingir seus objetivos.
Seu último livro, de maior impacto social e provavelmente sua maior contribuição para o mundo, foi The Fortune at the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty through Profit (2009).
Nele se discute, através de estudos de cases, como “países que não possuem infra-estruturas ou produtos modernos para atender as necessidades humanas mais básicas são bases ideais de teste para o desenvolvimento de tecnologias ecologicamente sustentáveis e produtos para o mundo todo”, e se derruba mitos como não há talentos que queiram trabalhar nestes países, ou que os mesmos não são capazes de adquirir ou desenvolver tecnologia de ponta.
Entretanto, apesar de o autor demonstrar que a parte mais baixo da pirâmide social ser economicamente capaz de suportar corporações, sua conclusão é que “realizar negócios com os 4 bilhões de pessoas mais pobres no mundo irá demandar inovações radicais em tecnologia e modelos de negócio”.
Esperamos, como ele, que as empresas possam seguir suas idéias e atingir o seu desejo de inovarem para um mundo melhor.
Com certeza uma grande perda para o mundo dos negócios e para a Academia.
http://www.nytimes.com/2010/04/22/business/22prahalad.html
Entry Filed under: Estratégia e Inovação,Gestão da Inovação,Open innovation. .
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Lei - ficha limpa - participe
Por um Brasil melhor...calamidades como a do Rio nunca mais....Brasil BRasil BRAsil..BRASil..BRASIl..BRASILLLLLLLLLMELHORRRR
segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Publicado em: 18/1/2010
Inovação aberta não é coisa voltada apenas para empresas de grande porte e grandes instituições. Trata-se de uma metodologia que pode ser aplicada em organizações dos mais diferentes tamanhos e setores. É o que afirma o co-autor do best-seller “Open Innovation: Researching a New Paradigm”, o belga Wim Vanhaverbeke, de 49 anos, em entrevista ao portal Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Segundo ele, ainda, a prática da inovação aberta é tão importante para os países de primeiro mundo, como Estados Unidos e grande parte das nações da Europa, quando aqueles em desenvolvimento, como Brasil e Índia, que devem buscar na colaboração a chave para o crescimento.
Fonte: Pequenas empresas grandes negócios
Segundo ele, ainda, a prática da inovação aberta é tão importante para os países de primeiro mundo, como Estados Unidos e grande parte das nações da Europa, quando aqueles em desenvolvimento, como Brasil e Índia, que devem buscar na colaboração a chave para o crescimento.
Fonte: Pequenas empresas grandes negócios
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está no ensino médio
19.01.2010
Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio, etapa de ensino adequada para esta faixa etária, e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior em 2007. Esses são alguns destaques da pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, lançado hoje (19) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O estudo aponta que houve avanços no acesso de jovens à educação. Em 2007, 82% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam a escola. O problema está no atraso para concluir os estudos: apenas 48% estava no ensino médio.
Para o diretor de estudos e políticas sociais do instituto, Jorge Abrahão, a educação é vista pelos jovens como uma força positiva. "Os jovens entendem a educação como um caminho para melhorar a vida. Mas o jovem enfrenta no processo de escolarização problemas de desigualdades de oportunidades", aponta.
A cor, o nível de renda e o local onde mora o jovem interfere nas oportunidades de acesso. Em 2007, 57% dos brasileiros de 15 a 17 anos que residiam em áreas metropolitanas frequentavam o ensino médio, contra pouco menos de 31% no meio rural.
Abrahão destaca que o jovem ainda se divide entre os estudos e o mercado de trabalho e aqueles que conseguem frequentar a escola precisam lidar ainda com o problema da baixa qualidade do ensino. "A escola ainda está fundamentada em uma estrutura antiquada, o que torna para o jovem pouco atraente aquele período em que ele se mantém na escola", diz.
No ensino superior, entre 1996 e 2007, a taxa de frequência líquida cresceu 123%. Mas o percentual de jovens na faixa etária dos 18 aos 24 anos que têm acesso à etapa ainda é apenas de 13% - muito abaixo da meta de 30% estipulada para 2011 no Plano Nacional de Educação (PNE).
A renda é fator determinante para o acesso do brasileiro à universidade: a taxa de frequência daqueles que têm renda mensal per capita de cinco salários mínimos ou mais (55%) é dez vezes maior do que entre a população que ganha até meio salário mínimo (5%).
O estudo do Ipea destaca que o Brasil ainda tem 1,5 milhão de jovens analfabetos (15 a 29 anos). Segundo a pesquisa, "a manutenção do número de analfabetos no país em patamar elevado está relacionada à baixa efetividade do ensino fundamental". De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) de 2007, 44,8% das pessoas analfabetas com 15 anos ou mais já haviam frequentado a escola.
Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio, etapa de ensino adequada para esta faixa etária, e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior em 2007. Esses são alguns destaques da pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, lançado hoje (19) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O estudo aponta que houve avanços no acesso de jovens à educação. Em 2007, 82% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam a escola. O problema está no atraso para concluir os estudos: apenas 48% estava no ensino médio.
Para o diretor de estudos e políticas sociais do instituto, Jorge Abrahão, a educação é vista pelos jovens como uma força positiva. "Os jovens entendem a educação como um caminho para melhorar a vida. Mas o jovem enfrenta no processo de escolarização problemas de desigualdades de oportunidades", aponta.
A cor, o nível de renda e o local onde mora o jovem interfere nas oportunidades de acesso. Em 2007, 57% dos brasileiros de 15 a 17 anos que residiam em áreas metropolitanas frequentavam o ensino médio, contra pouco menos de 31% no meio rural.
Abrahão destaca que o jovem ainda se divide entre os estudos e o mercado de trabalho e aqueles que conseguem frequentar a escola precisam lidar ainda com o problema da baixa qualidade do ensino. "A escola ainda está fundamentada em uma estrutura antiquada, o que torna para o jovem pouco atraente aquele período em que ele se mantém na escola", diz.
No ensino superior, entre 1996 e 2007, a taxa de frequência líquida cresceu 123%. Mas o percentual de jovens na faixa etária dos 18 aos 24 anos que têm acesso à etapa ainda é apenas de 13% - muito abaixo da meta de 30% estipulada para 2011 no Plano Nacional de Educação (PNE).
A renda é fator determinante para o acesso do brasileiro à universidade: a taxa de frequência daqueles que têm renda mensal per capita de cinco salários mínimos ou mais (55%) é dez vezes maior do que entre a população que ganha até meio salário mínimo (5%).
O estudo do Ipea destaca que o Brasil ainda tem 1,5 milhão de jovens analfabetos (15 a 29 anos). Segundo a pesquisa, "a manutenção do número de analfabetos no país em patamar elevado está relacionada à baixa efetividade do ensino fundamental". De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) de 2007, 44,8% das pessoas analfabetas com 15 anos ou mais já haviam frequentado a escola.
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