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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Prêmio inovação aberta para Cristalia - Época

Inovação aberta dá prêmio para o laboratório Cristália

A empresa conta com a colaboração de especialistas externos para entrar em contato com inovações em várias partes do país
Por Karla Spotorno
O reconhecimento da excelência em inovação do laboratório Cristália, consagrada nesta terça-feira (7/7) no prêmio As Empresas Mais Inovadoras do Brasil, traz um resultado imediato para a companhia, segundo Ogari Pacheco, presidente do conselho diretor da empresa farmacêutica. “Um prêmio como esse infla de orgulho todos os funcionários e retroalimenta o ambiente criativo na empresa”, diz. Quanto mais motivadas as pessoas, “mais chances a empresa tem de inovar”, afirma Pacheco.
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Seguindo uma tendência mundial cada vez mais forte, a companhia de Itapira, interior paulista, apostou no conceito de inovação aberta. Em 2004, criou um conselho científico que conta com a contribuição de especialistas externos de diferentes áreas. “Era difícil para a diretoria analisar todos as ideias que surgiam. Com o conselho, melhorou muito a análise dos projetos e aumentou o número de projetos”, afirma Pacheco referindo-se às mais de cem ideias que chegaram ao conselho científico.
Além de analisar um grande número de projetos que chegam até o laboratório, os conselheiros servem como “antenas parabólicas”: captam ideias que surgem em universidades e centros de pesquisa para apresentar aos colegas. A participação de especialistas externos também permite que o laboratório esteja em permanente contato com inovações em várias partes do país. “Conhecendo a capacidades de centros de pesquisa espalhados pelo Brasil, sabemos onde determinados projetos podem ser complementados, melhorados.” Para um projeto de inovação colaborativa obter sucesso, a empresa precisa ter determinadas habilidades. A principal delas? A direção da empresa precisa ter a mente aberta. “Porque, quando você trabalha com gente de muito bom nível, é preciso mostrar que as pessoas devem se ajudar. E eu diria que essa é uma tarefa ‘tecno-artística’”, diz Pacheco. “Mas, confesso, que eu me preparei para outras dificuldades muito maiores. E o volume de contribuições tem sido muito maior do que os problemas.”

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