LORENENSES CONTRA DENGUE DÃO SEGUIMENTO ÀS AÇÕES PRÁTICAS DE CONCIENTIZAÇÃO EM LORENA
No dia 15 de agosto, das 7:30 às 13h, o grupo “Lorenenses contra Dengue”, composto por representantes de diversos segmentos da sociedade, fez a manutenção mensal da limpeza do espaço adotado pelo grupo, localizado entre a Igreja Cristo Rei (Vila Geni) e a Escola Adventista (Vila Nunes). O espaço é utilizado como laboratório de conscientização da população: “mostramos aqui, que juntos podemos organizar e limpar nossa cidade, evitando as mortes que poderão ser causadas pela dengue”, afirmou Simone Colombo, uma das organizadoras do programa. Cerca de 30 pessoas trabalharam para retirar o lixo que continua a ser jogado pela população no local, principalmente, objetos plásticos ou recipientes, que servem para criadouro do mosquito Aedes Aegypti. Os profissionais da SUCEN e da Secretaria de Saúde estavam no local prestando esclarecimentos à população, sobre a doença, formas de proliferação e como evitá-la.
Dentre o material coletado, foram encontrado muitos copos, pratinhos de festa e saquinhos dentro e fora da linha férrea. “É muito comum encontrarmos esses saquinhos já com as larvas do mosquito dentro” disse Silmara Natalino, da SUCEN. O lixo é um grande aliado do mosquito da Dengue, no entanto é imprescindível que cada um tome conta de sua residência observando qualquer recipiente que contenha água parada. Muitos dos criadouros estão nas residências, lembra Simone. Segundo a SUCEN pratos abaixo dos vasos de plantas e ralos em desuso ainda são os locais em que mais se encontram as larvas do mosquito. Silmara esclarece que todo recipiente que acumula água deve ter sua borda esfregada, semanalmente, para eliminar os ovos do Aedes Aegypti que não é visto a olho nú. Também é necessário que seja jogada concentração de água sanitária ou cloro em recipientes como ralos, vasos sanitários, ou similares uma vez por semana para que a larva não se desenvolva. É mito que o mosquito gosta de água limpa. Mesmo encardida ou barrenta ele pode se reproduzir. Somente esses produtos químicos tem impedido que a larva complete seu ciclo e vire mosquito.
É importante, no entanto, frisar que os resultados já começam a surgir. Na ação desta segunda-feira, feriado na cidade, foram recolhidos apenas 12 sacos (100 l) de lixo no local. A ideia é manter o espaço limpo para inibir, cada vez mais, que os munícipes sujem o local e mostrar que cada um pode cuidar do espaço existente no entorno de suas residências e que a dengue é responsabilidade de cada um de nós cidadãos, dentro e fora de casa.
Outro risco à saúde detectado no local pelo grupo foi a existência de caramujos africanos. “De modo algum se deve tocar em um caramujo desse tipo, mesmo que ele esteja morto” alertou Silmara. E completou: “ele transmite doenças graves”. Quem encontrar um caramujo destes deve eliminá-lo, jogando sal ou cloro sobre ele. Sua concha deve ser destruída, pois também serve de criadouro para o mosquito da dengue. Carcaças de animais em decomposição envoltos em plásticos também foram encontrados. Do lado da Vila Nunes, chamava a atenção a quantidade de fezes de animais que havia na grama. O grupo observou que pessoas passavam por ali com seus cães e não utilizam recipientes para recolher os dejetos do animal. Falta a participação ativa das pessoas para termos uma Lorena melhor observa Simone.
Fizeram parte do movimento os integrantes do Programa “Capelania na Rua”, comandadas pelo Pastor Ricardo Solano. A SEMEAR forneceu ao grupo os equipamentos e sacos plásticos para limpeza. A SABESP forneceu a água para os presentes e a MRS atuou na manutenção da linha férrea no centro da cidade. O Rotary também se fez presente, assim como integrantes de algumas secretarias municipais, que apoiam o trabalho. Segundo informações, a prefeitura está estudando a instalação de lixeiras no local. Acontecendo, de fato, é contar com a população local para que sejam utilizadas adequadamente e protegidas contra o vandalismo.
A preocupação com a doença e o exemplo desta iniciativa tem levado pessoas de outros bairros a procurar os LORENENSES CONTRA A DENGUE, solicitando para que o mutirão ocorra em outros locais críticos da cidade. “Vamos estudar a viabilidade disso”, diz Simone, “mas precisamos de voluntários. Sem o envolvimento da população nosso trabalho corre o risco de não continuar e não podemos perder esta guerra”. Simone informou, ainda, que está programado um mutirão na VIla Cida, em setembro, por meio da Aretuza Guatura, que se juntou ao grupo e está tratando da mobilização da população de seu bairro.
O LORENENSES CONTRA A DENGUE conta com o apoio da SUCEN, USP, SEMEAR, ROTARY, ROTARACT, Senhoras da Casa da Amizade, Phocus Educação Corporativa, Doutores da Natureza, Pro Life Reciclagem, USP Recicla, Paróquia Cristo Rei, Colégio Adventista, MRS Logística, SABESP, Qualytec, e também as Secretarias Municipais de Saúde, Meio ambiente, Defesa Civil, Serviços Municipais, Esportes, Juventude e de Comunicação.
O movimento do grupo é apolítico. A luta é pela vida, como é informado por todos os componentes do grupo. Quem quiser trabalhar para impedir que a epidemia de dengue retorne a cidade e provoque uma grande tragédia será sempre bem vindo.

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